Segunda-feira | Julho 30, 2007

Entre na luz...

 

Cansado de mais um dia,

em que nos deu o seu brilho,

agora, em sobranceria,

o sol segue o seu trilho.

 

E segue em desalento

depois de tanto calor,

tal e qual o meu tormento

de não te ver, meu Amor.

 

Muitas horas de degredo

que as estrelas acentuam.

É, distância, forte medo:

As certezas desaguam?

 

Meu caminho é desassombro

com a tua claridade,

sem a qual a vida é escombro,

ou reduto de cidade.

 

Não demores, meu amor,

a Deusa olha por ti

nem comentes, por favor,

os lamentos que senti.

 

Volta logo, sem demora

sob a luz do meu farol,

tão depressa como a hora

de mais um nascer do sol.

 

Na esperança, renovada,

de te ver, mulher, Maria,

suporto a madrugada

até ao romper do dia.

 

E como quem se agiganta

face ao sol que vai nascer

afino alm' e garganta

no desejo de te ver.

 

Por isso, o pôr-do-sol

será um mero detalhe,

ou incómodo anzol

a um amor que não falhe.

 

 

Escrito por Pássaro em 01:06:34 | Link permanente | Comments (0) |
Comentário
Escreva um comentário